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YouTube tem classificação indicativa elevada para 16 anos pelo Governo Federal

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) decidiu reclassificar o YouTube para a faixa etária de 16 anos. A medida, publicada nesta terça-feira (5), está alinhada às novas diretrizes do ECA Digital, que reforça a proteção de crianças e adolescentes no ambiente online.

Essa alteração na classificação indicativa funciona como um alerta para pais e usuários, indicando a presença de conteúdos que podem ser considerados inadequados para menores de 16 anos. É importante ressaltar que a nova classificação não impede o acesso à plataforma, mas serve como um guia sobre os tipos de conteúdo mais frequentes no serviço.

O YouTube tem o direito de recorrer da decisão em até dez dias após a publicação no Diário Oficial da União. A mudança reflete um esforço contínuo do governo em adaptar a legislação à realidade digital e garantir um ambiente online mais seguro para os jovens. Conforme divulgado pelo UOL/Folhapress, a reclassificação visa adequar a plataforma às novas exigências legais.

ECA Digital: O que é e como afeta as plataformas online

O ECA Digital, aprovado no ano passado, atualizou o Estatuto da Criança e do Adolescente para estabelecer regras mais robustas de proteção no universo digital. A lei abrange desde medidas de segurança online e proteção de dados até a prevenção de riscos e a responsabilização de plataformas por conteúdos ilegais e práticas abusivas.

Entre as novas exigências, estão mecanismos de verificação de idade e a oferta de versões mais seguras de serviços digitais para menores. A lei também proíbe a autodeclaração de idade em serviços restritos a maiores de 18 anos e determina que redes sociais disponibilizem versões sem conteúdos proibidos ou publicidade direcionada para esse público.

A regulamentação também aborda temas como apostas online, pornografia, marketplaces e jogos com mecânicas de recompensa, conhecidas como loot boxes. O descumprimento dessas normas pode acarretar em multas significativas, que variam de R$ 10 por usuário cadastrado até o teto de R$ 50 milhões, além da possibilidade de suspensão temporária ou definitiva das atividades da plataforma infratora.

Outras plataformas já foram reclassificadas

O YouTube não é a única plataforma a ter sua classificação indicativa revista. No final de abril, o governo já havia ajustado as regras para outros aplicativos e redes sociais populares. O TikTok e o Kwai, por exemplo, passaram a ter a indicação de 16 anos, conforme noticiado pelo G1.

Um levantamento divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo também apontou mudanças em outros serviços, como LinkedIn, Pinterest e Snapchat. O jornal destacou ainda que o Quora foi reclassificado para 18 anos, enquanto plataformas como o Instagram mantiveram a indicação de 16 anos e o X (antigo Twitter) permaneceu com a classificação de 18 anos.

Essas reclassificações fazem parte de um esforço maior para adequar o ambiente digital às necessidades de proteção de crianças e adolescentes, garantindo que as plataformas ofereçam experiências mais seguras e adequadas a cada faixa etária, em conformidade com o ECA Digital.