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Ouro fecha perto da estabilidade em dia volátil com tensões no Oriente Médio

O ouro encerrou o pregão desta segunda-feira, 8, próximo da estabilidade em uma sessão marcada por volatilidade, reflexo direto do cenário geopolítico tenso envolvendo Irã e Israel. Ambos os países suspenderam bombardeios após uma nova troca de ataques, evento que reacendeu os preços do petróleo e intensificou preocupações com a inflação global.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto registrou uma leve queda de 0,04%, finalizando o dia cotado a US$ 4.363,4 por onça-troy. A prata para julho também recuou, apresentando uma baixa de 0,75% e fechando a US$ 68,585 por onça-troy.

O metal precioso chegou a cair abaixo da marca de US$ 4.300 nas primeiras horas do pregão, atingindo o menor valor desde dezembro de 2025, mas essa tendência de baixa não se sustentou. Apesar da aparente trégua nas agressões entre Irã e Israel, a situação permanece **tensa**, segundo o TD Securities. A consultoria avalia que um acordo de paz abrangente, capaz de restabelecer o fluxo normal do petróleo, ainda é um objetivo **difícil** de ser alcançado no curto prazo.

Mercados de energia sob observação e alerta de inflação

O TD Securities continua a observar um **potencial de alta nos mercados de energia**, o que, por sua vez, pode alimentar a inflação. Simultaneamente, os metais preciosos mostram-se **vulneráveis às preocupações com a inflação** e às crescentes probabilidades de um **aumento da taxa de juros** pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano. Os mercados agora aguardam ansiosamente pela divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI), prevista para quarta-feira, dia 10, que poderá fornecer mais pistas sobre os próximos passos do Fed.

Nessa mesma linha, o MUFG destaca que as **interrupções constantes no Estreito de Ormuz**, que impactam o fluxo de energia, continuam a **sustentar os preços do petróleo** e a alimentar os temores de inflação. Esses fatores, combinados com dados econômicos mais fortes vindos dos Estados Unidos, reforçam as expectativas de que as **taxas de juros permaneçam elevadas por mais tempo**, conforme apontam os analistas.

Queda acentuada do ouro é possível em cenário de fechamento do Estreito de Ormuz

Contudo, para o Citi Research, o metal dourado pode sofrer um impacto ainda mais severo. A instituição aponta para uma possível **diminuição na demanda** caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado até o final do verão no hemisfério norte, em setembro. Esse cenário, segundo o Citi Research, poderia levar os preços do ouro a uma **queda significativa**, retornando a níveis observados há 10 meses, em torno de US$ 3.500.

A incerteza geopolítica e suas ramificações econômicas mantêm os investidores em alerta, com o preço do ouro atuando como um termômetro das tensões globais e das perspectivas inflacionárias. A evolução do conflito no Oriente Médio e as decisões futuras do Federal Reserve serão cruciais para definir a trajetória dos metais preciosos nas próximas semanas.