Lula no G7 defende soberania contra crime organizado e alerta sobre protecionismo global
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da reunião ampliada do G7 na França, onde defendeu que o combate ao crime organizado internacional seja uma prioridade na agenda global, mas sempre com o devido **respeito à soberania dos Estados**.
Em seu discurso, Lula representou o Brasil como país convidado e destacou como o crime organizado aterroriza comunidades e desvia recursos públicos essenciais. Ele ressaltou que qualquer esforço de enfrentamento deve considerar a autonomia das nações.
A fala de Lula ocorre em um momento de tensões, após os Estados Unidos classificarem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, o que poderia abrir margem para ações militares americanas em território brasileiro. O presidente brasileiro, portanto, buscou reafirmar a importância da soberania nacional no cenário internacional.
Combate integrado ao crime e crítica ao protecionismo
Lula enfatizou que o combate ao narcotráfico não pode ser isolado de outras atividades criminosas, como a **lavagem de dinheiro e o tráfico de armas**, defendendo uma abordagem mais integrada e abrangente.
O presidente também alertou para o ressurgimento do **protecionismo e do unilateralismo** como respostas falaciosas aos desafios globais. Ele apontou o aumento da desigualdade entre países ricos e pobres, citando o caso de Elon Musk, o primeiro trilionário do mundo, cuja riqueza supera a de 46% da população mais pobre globalmente.
Solidariedade internacional em declínio e gastos militares crescentes
Outro ponto abordado por Lula foi o **encolhimento da solidariedade internacional**. Ele lamentou a redução na ajuda a países vulneráveis e os cortes em orçamentos de programas da ONU voltados para alimentação, saúde e infância.
Em contraste, o presidente mencionou que os gastos militares globais somam quase **3 trilhões de dólares anualmente**, evidenciando uma priorização equivocada de recursos em um cenário de crescentes necessidades humanitárias e sociais.
Acesso à tecnologia e desenvolvimento para países ricos em minerais
Lula defendeu o **acesso democrático a tecnologias de ponta**, como a inteligência artificial, e ressaltou a necessidade de que os países detentores de reservas de minerais críticos sejam **industrializados e recebam tecnologia e capacitação**, promovendo um desenvolvimento mais justo e equitativo em escala global.