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Lula e Patrus Ananias selam acordo para candidatura em Minas Gerais, buscando fortalecer campanha presidencial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o deputado federal Patrus Ananias (PT-MG) chegaram a um acordo para a candidatura de Ananias ao governo de Minas Gerais. A decisão encerra uma longa novela que preocupava a equipe de campanha de Lula, pois o estado mineiro, com o segundo maior eleitorado do país, é crucial para a disputa pela reeleição.

Patrus Ananias, após indicar previamente sua disposição a dirigentes petistas, conversou pessoalmente com o presidente na quinta-feira (16) para oficializar o acerto. Embora a candidatura ainda não tenha sido anunciada publicamente, o deputado pediu um tempo para alinhar os detalhes com lideranças locais do PT mineiro antes do anúncio oficial.

A escolha de Patrus Ananias, um petista histórico e bem quisto no partido, foi confirmada por aliados de Lula. A definição em Minas Gerais era considerada o principal obstáculo para a pré-campanha presidencial, dada a importância estratégica do estado. Conforme informação divulgada pela Folhapress, o acordo representa um alívio para o Palácio do Planalto.

O longo caminho até a definição do candidato em Minas Gerais

A busca por um nome forte para o governo de Minas Gerais foi marcada por diversas tentativas frustradas. Inicialmente, Lula manifestou interesse no senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que demonstrou pouca empolgação com a proposta. Em seguida, a ex-prefeita de Contagem (MG), Marília Campos (PT), foi a preferida do presidente, mas ela também declinou, optando por uma candidatura ao Senado.

A cúpula do PT também chegou a sondar o pré-candidato do PDT, Alexandre Kalil. No entanto, Kalil rejeitou a possibilidade de uma aliança com Lula já no primeiro turno. A relação com o ex-prefeito de Belo Horizonte, que foi aliado em 2022, sofreu desgastes posteriores, inviabilizando o acordo.

A pressão sobre Marília Campos aumentou em junho, quando Lula indicou apoio à ideia do PT mineiro de lançar candidatura própria. Contudo, ela manteve sua decisão de concorrer ao Senado, abrindo caminho para Patrus Ananias, cujo nome surgiu como alternativa entre os petistas mineiros e foi aceito pelo presidente.

Próximos passos e definições na chapa majoritária

Com a definição de Patrus Ananias como candidato a governador, as atenções se voltam para a composição da chapa majoritária. As conversas agora giram em torno da escolha do vice-governador e do candidato a uma das vagas de senador. Marília Campos já está confirmada como candidata ao Senado.

Nomes como o empresário Josué Gomes da Silva e o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares, ambos do PSB, estão sendo considerados para compor a chapa. A expectativa é que a reunião de líderes petistas em Minas Gerais, prevista para os próximos dias, oficialize a candidatura de Patrus Ananias.

Goiás é o próximo desafio e prazos eleitorais se aproximam

A resolução da candidatura em Minas Gerais permite que a cúpula do PT direcione seus esforços para outras pendências. O estado de Goiás é apontado como o próximo palanque a ser definido, onde o presidente também enfrenta dificuldades. A deputada Adriana Accorsi (PT-GO), favorita de Lula, indicou que não pretende concorrer ao governo local.

O período de convenções partidárias, que formaliza as candidaturas e alianças, ocorre entre 20 de julho e 5 de agosto. Todas as definições precisam ser concluídas antes dessa data, tanto para a campanha de Lula quanto para a de seus adversários. O principal oponente de Lula nas urnas, segundo a pesquisa Quaest, é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que também enfrenta dificuldades para fechar sua aliança em Minas Gerais.

Patrus Ananias, com 74 anos, possui uma trajetória política consolidada. Foi prefeito de Belo Horizonte entre 1993 e 1996, atuou como ministro nos primeiros governos petistas e está em seu quarto mandato como deputado federal, agregando experiência e reconhecimento ao projeto petista em Minas.