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Itália recusa enfaticamente proposta de Trump para substituir Irã na Copa do Mundo e critica a ideia como “vergonhosa”.

O governo italiano descartou completamente a possibilidade de a seleção nacional substituir o Irã na Copa do Mundo de 2026. A proposta partiu de Paolo Zampolli, enviado especial dos Estados Unidos e próximo a Donald Trump, que a apresentou ao presidente da FIFA, Gianni Infantino.

Andrea Abodi, ministro do Esporte, foi categórico ao afirmar que a substituição “não é possível” e, principalmente, “não é oportuna”. Ele ressaltou que a classificação para o torneio é decidida em campo, um princípio fundamental do esporte.

Giancarlo Giorgetti, ministro da Economia, endossou a opinião de Abodi, classificando a proposta como algo “vergonhoso”. Ele expressou que ficaria envergonhado caso tal ideia fosse levada adiante, reforçando o descontentamento italiano com a sugestão.

Proposta de Zampolli visava incluir a “Azzurra” no torneio

A hipótese foi divulgada pelo próprio Paolo Zampolli em conversa com o jornal Financial Times. Ele confirmou ter sugerido a Trump e Infantino que a Itália, tetracampeã mundial, pudesse ocupar o lugar do Irã. Zampolli, de origem italiana, declarou que seria um sonho ver a “Azzurra” em um torneio organizado pelos EUA, justificando a inclusão pelo “pedigree” da seleção italiana.

No entanto, a FIFA não demonstrou intenção de remover o Irã da Copa do Mundo, apesar das tensões geopolíticas com os Estados Unidos. O organismo máximo do futebol internacional segue o processo classificatório estabelecido, e o Irã está atualmente no Grupo G, ao lado de Nova Zelândia, Egito e Bélgica.

Tensão entre Trump e o Papa Francisco pode ter influenciado a proposta

Fontes próximas ao processo indicam que a proposta de Trump pode ter sido uma tentativa de amenizar as relações com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni. Houve um desentendimento público entre ambos em abril, após declarações de Trump criticando o Papa Francisco por suas posições sobre a guerra no Oriente Médio.

Trump criticou o Papa, afirmando que ele “não está fazendo um bom trabalho” e que “gosta de criminalidade”, além de questionar a postura do pontífice sobre armas nucleares. O Papa Francisco, por sua vez, reafirmou seu compromisso com a paz e o diálogo, condenando a guerra e o sofrimento de inocentes.

Meloni interveio em defesa do Papa, considerando “inaceitáveis” as declarações de Trump. Ela defendeu o direito do Papa de pedir paz e condenar a guerra, o que, segundo relatos, deixou Donald Trump “chocado” e sentindo-se enganado quanto à coragem da líder italiana.