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Israel e EUA atingem mais de 500 alvos no Irã em operação militar sem precedentes.

A Força Aérea Israelense (IAF) confirmou a realização de um ataque em larga escala contra o Irã no último sábado (28). A operação, que contou com a participação dos Estados Unidos, visou sistemas de defesa aérea e lançadores de mísseis da Guarda Revolucionária Islâmica.

Segundo a IAF, cerca de 200 jatos militares participaram da ofensiva, que atingiu mais de 500 alvos em diversas localidades do Irã simultaneamente. Israel classificou a ação como o “maior sobrevoo militar da história” das Forças de Defesa Israelenses (IDF).

Os ataques ocorreram em um momento de tensões elevadas na região, após negociações sobre o programa nuclear iraniano e em meio a um histórico de retaliações. A notícia foi divulgada por agências de notícias internacionais e gerou condenações de diversos países, incluindo o Brasil, e um pedido de cessar-fogo por parte da ONU.

Vítimas e Destruição: Escolas e Residências Alvejadas

Os bombardeios conjuntos de Israel e Estados Unidos deixaram um rastro de destruição e vítimas. De acordo com um porta-voz da Sociedade Crescente Vermelho, ao menos 201 pessoas morreram e 747 ficaram feridas. As províncias de Hormuzgan e Fars, no sul do Irã, foram particularmente afetadas.

Em Minab, na província de Hormuzgan, um ataque atingiu uma escola de meninas, resultando na morte de pelo menos 85 alunas, conforme reportado pela Agência de Notícias da República Islâmica (Irna). Outra ofensiva em uma área residencial em Lamerd, na província de Fars, causou a morte de 18 civis.

O governador da província de Fars, Ali Alizadeh, informou que os ataques atingiram um complexo esportivo, um salão adjacente a uma escola e outras duas áreas residenciais. Ele expressou a preocupação de que o número de mortos pudesse aumentar.

Contexto e Repercussão da Ofensiva Militar

A operação ocorreu dois dias após negociações entre Estados Unidos e Irã sobre o programa nuclear iraniano, que Teerã afirma ter fins pacíficos, mas que é visto com desconfiança por EUA e Israel. O presidente americano, Donald Trump, justificou os ataques como uma medida de defesa dos interesses americanos.

Em resposta, o Irã realizou ataques contra países vizinhos que abrigam bases militares americanas, alegando ter o direito de se defender, segundo o vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Hamid Ghanbari. A comunidade internacional, incluindo o Brasil, condenou a escalada de violência na região.

Israel Reforça Segurança e Monitora Reações

Após a divulgação da operação, Israel intensificou os preparativos de defesa e monitora de perto as possíveis reações do Irã e de seus aliados na região. A magnitude do ataque levanta preocupações sobre um potencial agravamento do conflito, que já afeta a estabilidade do Oriente Médio.

A comunidade internacional reitera os apelos por desescalada e busca por soluções diplomáticas para evitar um conflito em maior escala. A situação continua tensa, com ambos os lados em alerta máximo.