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Gilmar Mendes defende continuidade do inquérito das fake news e critica ataques à Corte

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, reiterou a importância da manutenção do inquérito das fake news, afirmando que a investigação “vai acabar quando terminar”. A declaração foi feita em entrevista ao Jornal da Globo, onde Mendes destacou a necessidade de a apuração prosseguir, pelo menos, até as eleições deste ano, diante dos crescentes ataques ao tribunal.

Segundo o ministro, o STF tem sido “vilipendiado” e a investigação é crucial para responder a essas investidas. Ele citou como exemplo a atitude do relator da CPI do Crime Organizado, que pediu o indiciamento de ministros da Corte, o que, para Mendes, demonstra uma falta de foco em quem realmente cometeu crimes e a necessidade de uma resposta efetiva do Judiciário.

O inquérito em questão, que já completou sete anos, investiga ataques contra o STF e ameaças à independência do Poder Judiciário. Apesar de suas controvérsias, como ter sido instaurado de ofício e sua condução sigilosa, Gilmar Mendes considera o inquérito um instrumento relevante para a proteção da Corte, especialmente em períodos de polarização política e eleitoral.

Inquérito das fake news e sua relevância para o STF

O inquérito das fake news, aberto sob a justificativa de apurar ataques ao STF e à democracia, tem sido um mecanismo de defesa para o Supremo. Gilmar Mendes acredita que sua continuidade é fundamental para garantir a estabilidade institucional e responder a ofensas direcionadas aos ministros e ao próprio tribunal. Ele enfatizou que a investigação “precisa ser dita em alto e bom som” como necessária.

Críticas a Romeu Zema e pedido de inclusão no inquérito

Durante a entrevista, Gilmar Mendes também abordou seu embate com o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema. O ministro solicitou que Alexandre de Moraes inclua Zema no inquérito das fake news. A solicitação se deu após Zema compartilhar um vídeo com sátiras aos ministros do STF, abordando relações entre magistrados e o dono do Banco Master. Mendes negou que o pedido vise inflamar ânimos, mas sim chamar a atenção para a responsabilidade no discurso público, especialmente em período eleitoral.

Romeu Zema reage a pedido de inclusão e mantém críticas ao STF

Em resposta, Romeu Zema tem intensificado suas críticas ao STF em suas redes sociais, publicando vídeos onde afirma ser vítima de perseguição. O político mineiro declarou que continuará expressando suas opiniões, chegando a afirmar que o STF se transformou no “Supremo Balcão de Negócios”. Zema alega que não será silenciado e promete ir “até o fim” em suas colocações, mantendo a postura de confronto com o Supremo Tribunal Federal.