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Cristiano Ronaldo adota medida drástica para dormir: ele desliga Wi-Fi e 5G todas as noites. Será que essa prática, que visa um sono mais reparador, tem respaldo científico ou é apenas um hábito pessoal do jogador?

O sono é fundamental para a recuperação física e mental, e muitos buscam estratégias para otimizar essa etapa crucial do dia. Cristiano Ronaldo, conhecido por sua disciplina rigorosa, adotou um hábito peculiar: desligar o Wi-Fi e o sinal 5G de sua casa antes de dormir. Acredita-se que essa medida extrema seja uma forma de garantir um sono profundo e ininterrupto.

A prática, divulgada pelo site Tech Tudo, levanta a questão: será que essa desconexão total das redes sem fio é realmente necessária para alcançar um descanso de qualidade? Ou os efeitos negativos do sono estão mais ligados a outros fatores, como o uso de dispositivos eletrônicos?

Especialistas em sono foram consultados para analisar a estratégia de Cristiano Ronaldo e o impacto da tecnologia no descanso. As respostas podem surpreender quem busca soluções para noites mal dormidas. Conforme informações divulgadas pelo Tech Tudo, o craque português vai além de evitar o celular no quarto, desligando também as redes sem fio em casa.

A Ciência por Trás do Sono e a Tecnologia: O que dizem os Especialistas?

Apesar da crença de Cristiano Ronaldo, especialistas em sono afirmam que **não existem evidências científicas concretas** que comprovem que os sinais de Wi-Fi e 5G, por si só, prejudiquem a qualidade do sono. Estudos realizados até o momento não demonstraram que a exposição contínua a esses sinais, desde que dentro das normas estabelecidas, cause distúrbios no descanso humano.

Fernando Gomes, neurocirurgião, neurocientista e professor da Universidade de São Paulo, explica que, embora alguns trabalhos pontuais tenham sugerido pequenas alterações em exames cerebrais, esses achados não foram consistentemente reproduzidos e não apresentaram um impacto clínico significativo no descanso, desempenho cognitivo ou saúde geral. O cérebro é sensível a estímulos, mas a intensidade energética emitida por aparelhos domésticos e antenas de telecomunicações é considerada baixa.

Luz Azul e Estímulo Cognitivo: Os Verdadeiros Vilões do Sono?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e sociedades de medicina do sono corroboram a falta de evidências suficientes para ligar diretamente o Wi-Fi ou 5G a problemas de sono. Em contrapartida, o uso de celulares e outros dispositivos eletrônicos no período que antecede o repouso é amplamente reconhecido como prejudicial. O problema não reside no sinal de rede, mas sim na **luz azul emitida pelas telas**, que interfere na produção de melatonina, hormônio do sono, e no **estímulo cognitivo** gerado pelo acesso a conteúdos e redes sociais.

Marco Túlio de Mello, membro do Núcleo do Desporto da Academia Brasileira do Sono (ABS), ressalta que o prejuízo ao sono está mais associado à luz azul e ao engajamento mental com os aparelhos. Portanto, para muitas pessoas, a simples atitude de **reduzir o uso de eletrônicos antes de dormir** já pode ser suficiente para melhorar significativamente a qualidade do descanso.

O Benefício Indireto de Desligar o Wi-Fi

Jefferson Rodrigues, pós-graduado em Distúrbios do Sono e vice-presidente da Academia Brasileira do Sono, aponta um benefício indireto na prática de desligar o Wi-Fi. Ao desativar a rede, muitas pessoas acabam naturalmente se afastando de atividades como navegar em redes sociais, assistir a vídeos ou responder mensagens. Essa **desconexão digital** reduz os estímulos cognitivos e comportamentais, o que, por sua vez, contribui para um sono mais tranquilo.

Em suma, enquanto a medida de Cristiano Ronaldo pode funcionar para ele, cientificamente, desligar o Wi-Fi e o 5G não é uma necessidade para a maioria das pessoas melhorar o sono. O foco principal deve ser em **reduzir a exposição a telas e conteúdos estimulantes** antes de dormir. A prática de desligar as redes, no entanto, pode ser uma excelente ferramenta para promover essa importante desconexão digital e, consequentemente, um descanso mais reparador.