Copa 2026: EUA sob mira de polêmicas sobre entrada de estrangeiros e restrições migratórias
A proximidade da Copa do Mundo de 2026, que terá os Estados Unidos como um dos países-sede, tem sido marcada por declarações controversas do presidente Donald Trump e por incidentes que geram debates sobre as políticas de imigração americanas. Trump afirmou que o governo trabalha para garantir a entrada das “pessoas certas” no país, uma declaração que surge em meio a dificuldades relatadas por torcedores na obtenção de vistos para o evento.
As regras migratórias e as exigências para a concessão de vistos nos Estados Unidos têm sido endurecidas sob o governo Trump, o que tem gerado questionamentos e apreensões às vésperas de um evento de grande porte que atrai visitantes de todo o mundo. A afirmação do presidente intensifica o debate sobre a abertura e a recepção de estrangeiros durante a competição.
Essa atmosfera de restrições se soma a outros episódios que chamam a atenção, como a alteração exigida pela FIFA em uniforme da seleção do Haiti e a impossibilidade de entrada de um árbitro somali nos EUA, mesmo com visto válido. As informações são baseadas em reportagens que destacam essas questões, como a divulgada pela agência Reuters.
Uniforme do Haiti e a censura da FIFA
A FIFA solicitou alterações no uniforme da seleção do Haiti para a Copa do Mundo, alegando a presença de elementos que poderiam ser interpretados como manifestação política. A empresa Saeta, responsável pela confecção do material, informou que a Federação Haitiana de Futebol foi notificada sobre a necessidade de modificações. O uniforme em questão exibia uma ilustração da Batalha de Vertières, evento histórico crucial para a independência do Haiti.
Árbitro somali impedido de entrar nos EUA e recepção calorosa no país natal
Omar Artan, um árbitro somali, foi impedido de entrar nos Estados Unidos, apesar de possuir um visto válido. Ao retornar à Somália, ele foi recebido como herói em Mogadíscio, com torcedores lotando um estádio para demonstrar apoio à sua carreira. Artan seria o primeiro árbitro somali a participar de uma Copa do Mundo. A FIFA declarou que não interfere em questões migratórias dos países-sede, enquanto o Canadá, outro país-sede, afirmou que o árbitro seria bem-vindo.
Seleção do Irã protesta com broche contra ataque americano
Ao desembarcar em Tijuana, no México, a seleção do Irã utilizou um broche em homenagem às vítimas de um ataque atribuído aos Estados Unidos a uma escola em Minab, no sul do Irã. O broche carregava o número 168, referente ao número de mortos no bombardeio, em sua maioria meninas e estudantes, segundo autoridades iranianas. O governo do Irã acusou Washington de violação de direitos humanos e crime de guerra.