Investimento em cinebiografia de Bolsonaro se destaca por valores milionários, superando expectativas de mercado e produções de renome.
A produção da cinebiografia “Dark Horse”, focada na vida de Jair Bolsonaro, está sob os holofotes não apenas pelo tema, mas também pelo seu expressivo orçamento. Informações apontam que o valor total negociado para o filme pode atingir a marca de R$ 134 milhões, o equivalente a cerca de US$ 24 milhões. Este montante o posiciona como um longa significativamente mais caro do que muitas produções que obtiveram sucesso e reconhecimento em premiações internacionais, como o Oscar.
Para se ter uma dimensão do investimento, “Dark Horse” apresenta um orçamento que supera o de filmes brasileiros recentes que representaram o país nas últimas edições do Oscar. “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles, e “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, tiveram custos orçamentários consideravelmente inferiores, evidenciando a escala financeira da produção sobre Bolsonaro.
A comparação se estende a produções internacionais de sucesso e vencedoras do Oscar nas últimas duas décadas. Diversos filmes aclamados pela crítica e pelo público, e que foram laureados com a estatueta, tiveram custos de produção que ficam abaixo dos valores estimados para “Dark Horse”. Conforme informações divulgadas pela Folhapress, os R$ 61 milhões que teriam sido repassados por Daniel Vorcaro, do Banco Master, para o financiamento inicial do filme já chamavam a atenção.
Orçamentos comparados: “Dark Horse” versus produções de prestígio
A disparidade orçamentária se torna ainda mais evidente ao comparar “Dark Horse” com filmes que foram destaque em premiações importantes. O longa “O Agente Secreto”, que representou o Brasil no Oscar deste ano, teve um orçamento aproximado de R$ 45 milhões. Já a produção norueguesa “Valor Sentimental”, vencedora do Oscar de filme internacional, custou cerca de US$ 7,8 milhões, o que na cotação atual seria em torno de R$ 41,3 milhões.
Outro exemplo é “Train Dreams”, que concorreu a diversas categorias no Oscar e acompanha a vida de um trabalhador ferroviário nos Estados Unidos no início do século 20. Este filme teve um custo estimado em US$ 10 milhões, aproximadamente R$ 53 milhões. A comédia romântica “Amores Materialistas” custou cerca de US$ 20 milhões, próximo aos R$ 100 milhões atuais.
Filmes vencedores do Oscar com orçamentos menores que “Dark Horse”
A lista de produções que custaram menos que a cinebiografia de Bolsonaro é extensa e inclui títulos de grande relevância. “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles, teve um orçamento de R$ 45 milhões e foi vencedor na categoria de melhor filme internacional no Oscar. “A Substância”, estrelado por Demi Moore e vencedor do Oscar de melhor maquiagem e cabelo, teve um custo de US$ 17,5 milhões, cerca de R$ 101 milhões em valores atuais.
O filme “Conclave”, sobre a escolha de um novo Papa, que levou o Oscar de melhor roteiro adaptado, custou US$ 20 milhões, aproximadamente R$ 115 milhões corrigidos. “Priscilla”, cinebiografia sobre a relação de Elvis Presley com sua esposa, dirigido por Sofia Coppola, teve um orçamento de US$ 20 milhões, equivalente a cerca de R$ 112 milhões nos dias de hoje.
Produções brasileiras e americanas com custos inferiores
A comparação também abrange produções brasileiras e filmes sobre figuras políticas americanas. “Lula – O Filho do Brasil”, cinebiografia sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teve um orçamento superior a R$ 17 milhões na época de seu lançamento em 2009, o que em valores corrigidos seria cerca de R$ 42,8 milhões. Mesmo “W.”, filme de Oliver Stone sobre o ex-presidente George W. Bush, lançado em 2008, teve um orçamento de US$ 25 milhões, que corrigido para os valores atuais seria de R$ 125 milhões, ainda abaixo do potencial custo de “Dark Horse”.