Flávio Bolsonaro se distancia de Ciro Nogueira em meio a investigações e nega ligação com caso Master.
O pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), demonstrou incômodo com perguntas da imprensa sobre o envolvimento do senador Ciro Nogueira (PP-PI) no caso Master. Durante agenda de pré-campanha em Florianópolis (SC), o senador tentou desvincular o aliado das eleições de outubro, afirmando que não poderia ser responsabilizado pelos atos de pessoas próximas.
Questionado sobre a possibilidade de Ciro Nogueira ser seu vice, Flávio negou ter feito tal afirmação, declarando que o senador do PP era apenas considerado um “bom perfil” para a vaga. A declaração surge após a Polícia Federal cumprir mandados de busca e apreensão em endereços de Ciro Nogueira em uma nova fase da operação que investiga suspeitas relacionadas ao Banco Master.
As investigações apontam para possíveis repasses de dinheiro ao senador, que foi ministro da Casa Civil na gestão Bolsonaro, além do pagamento de despesas pessoais. Em sua defesa, Ciro Nogueira classificou a operação como uma tentativa de manchar sua honra e de prejudicar quem lidera pesquisas de intenção de votos, atribuindo o movimento a um contexto de ano eleitoral.
Flávio Bolsonaro tenta vincular o Banco Master a Lula
Ao ser confrontado com as investigações que cercam Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro buscou desviar o foco, afirmando a jornalistas que “o Banco Master é do Lula”. Essa tentativa de associação busca, possivelmente, minar a imagem de adversários políticos e proteger sua própria imagem e a de seus aliados.
Em declarações anteriores, em junho de 2025, o próprio Flávio Bolsonaro havia elogiado Ciro Nogueira, mencionando que ele “já levantou o dedo” para a vaga de vice e possuía “todas as credenciais” para ocupar o cargo. Na época, ele destacou as qualidades do senador, como ser “nordestino, de um partido grande e forte”, e sua “lealdade ao presidente Bolsonaro”.
Ciro Nogueira se defende e fala em perseguição política
Em nota divulgada em suas redes sociais, Ciro Nogueira declarou que a operação contra ele é uma tentativa de “manchar sua honra pessoal” e que “todo ano político é a mesma coisa”. Ele alega que buscam parar quem lidera as pesquisas de intenção de votos. O senador é presidente nacional do PP, um partido importante do centrão.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, afirmou que “não é que as pessoas têm proximidade comigo que eu vou ter que responder pelos atos dela”. Ele também comentou que Ciro Nogueira tem a “sorte de responder a um relator que não vai sacaneá-lo como o Alexandre de Moraes fez com o presidente Bolsonaro”, referindo-se ao ministro André Mendonça, que seria um “relator sério”.
Agenda de Flávio Bolsonaro em Santa Catarina
A declaração de Flávio Bolsonaro ocorreu na saída da exibição do documentário “A Colisão dos Destinos”, sobre seu pai e ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador cumpriu agenda em Florianópolis, onde também se reuniu com o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), e visitou o Complexo Penitenciário de São Pedro de Alcântara.
O pré-candidato também participará de um encontro estadual do PL no sábado (9), que contará com a presença de Carlos Bolsonaro e Carol De Toni, ambos pré-candidatos a cargos eletivos. A estratégia do grupo é fortalecer as pré-candidaturas do partido para as próximas eleições.