Deputada Ana Campagnolo se defende após ser acusada de excluir Carlos Bolsonaro de foto em evento do PL
Uma publicação nas redes sociais da deputada estadual Ana Campagnolo (PL) acendeu um debate acalorado entre aliados do Partido Liberal no último fim de semana. A imagem, que mostrava a parlamentar ao lado de figuras importantes do partido, gerou acusações de exclusão direcionadas a Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente.
A deputada estadual paulista, Lucas Bove, criticou publicamente a postagem de Campagnolo, afirmando que Carlos Bolsonaro, presente no mesmo evento, teria sido deliberadamente omitido da fotografia. A alegação de Bove rapidamente escalou para uma troca de críticas públicas entre os parlamentares.
Em resposta, Ana Campagnolo negou a exclusão e explicou que as fotos foram tiradas em momentos distintos do encontro político. A deputada catarinense esclareceu que a imagem divulgada em seu perfil foi registrada antes da chegada de Carlos Bolsonaro ao grupo, tentando dissipar a controvérsia e atribuindo a polêmica a uma tentativa de criar uma narrativa falsa.
Ana Campagnolo nega exclusão e aponta diferentes momentos do evento
A deputada estadual Ana Campagnolo explicou que a foto em questão foi tirada no início do almoço político em Santa Catarina, antes mesmo da chegada de Carlos Bolsonaro ao local. Segundo ela, outros registros foram feitos posteriormente, quando ele já estava presente, e que a intenção não foi excluir ninguém, mas sim compartilhar imagens de sua agenda.
“Essa foto foi registrada no início do encontro. Carlos Bolsonaro também estava presente no evento, mas se juntou a nós depois desse momento. Outra pessoa fez um registro semelhante mais tarde. Agora estão tentando usar as duas imagens para criar uma narrativa falsa”, declarou Campagnolo em sua defesa.
A parlamentar ainda ressaltou que apenas compartilhou fotos que já estavam em seu celular, como parte de uma atualização sobre seus compromissos recentes. “Estou desde quarta-feira viajando e trabalhando para fortalecer nossas bases”, acrescentou, buscando contextualizar a publicação.
Críticas e disputa por protagonismo no PL
A controvérsia surge em um momento delicado para o Partido Liberal, especialmente em Santa Catarina. As definições de candidaturas ao Senado têm gerado tensões internas significativas.
O ex-presidente Jair Bolsonaro indicou Carlos Bolsonaro como pré-candidato ao Senado, além de apoiar a deputada federal Caroline de Toni para a segunda vaga. Contudo, essa movimentação enfrenta resistência de lideranças locais do partido.
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, que pretende disputar a reeleição, defende a inclusão do senador Esperidião Amin na chapa, o que intensificou as divergências internas e a busca por protagonismo dentro da legenda.
Racha na direita e desgaste interno no PL
O episódio da foto, com trocas de críticas entre aliados, expõe o desgaste interno e a falta de unidade no Partido Liberal. A disputa por espaço e a definição de candidaturas estratégicas evidenciam um racha na direita, com Carlos Bolsonaro pressionando a liderança do partido, incluindo Valdemar Costa Neto.
A situação reflete as dificuldades do PL em consolidar uma linha de ação unificada, especialmente em um ano eleitoral. A exposição pública dessas divergências pode impactar a imagem e a força política do partido em suas bases eleitorais.