Lula lidera e Flávio Bolsonaro estanca prejuízo eleitoral em nova pesquisa Datafolha
O presidente Lula (PT) mantém sua vantagem na corrida presidencial, registrando 41% das intenções de voto no cenário mais provável de primeiro turno, de acordo com a mais recente pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (20). Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar com 31%, demonstrando uma estabilização após o impacto do caso “Dark Horse”.
Na rodada anterior, após a revelação de que Flávio Bolsonaro havia solicitado fundos para um filme sobre Jair Bolsonaro, Lula já apresentava 40% e o senador mantinha os mesmos 31%. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O levantamento, que ouviu 2.004 entrevistados em 139 cidades entre quarta (17) e quinta-feira (18), também aponta estabilidade no hipotético segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. Ambos repetiram o placar de um mês atrás, com 47% para o petista e 43% para o bolsonarista. Conforme informação divulgada pelo Datafolha, brancos e nulos somam 8% e 1% não sabe.
Estabilidade no Segundo Turno e Novidades na Disputa
O cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro permanece inalterado, com o petista à frente por quatro pontos percentuais. A pesquisa, registrada no TSE sob o número BR-09956/2026, também apresentou novidades no primeiro turno, como a inclusão de Aécio Neves (PSDB) e a substituição de Aldo Rebelo por Joaquim Barbosa no DC.
Lula e Flávio Bolsonaro lideram com folga, seguidos por Ronaldo Caiado (PSD) com 3%, Renan Santos (Missão) com 3%, Romeu Zema (Novo) com 2%, Aécio Neves (PSDB) com 2%, Samara Martins (UP) com 2%, Augusto Cury (Avante) com 2%, Joaquim Barbosa (DC) com 1%, Cabo Daciolo (Mobiliza) com 1% e Rui Costa Pimenta (PCO) com 1%. Hertz Dias (PSTU) e Edmilson Costa (PCB) não pontuaram. Brancos e nulos somam 7%, e 4% não sabem em quem votar.
O Impacto do Caso “Dark Horse” e Estratégias de Campanha
O escândalo “Dark Horse”, nome do filme que gerou a polêmica, representou um revés para Flávio Bolsonaro, que antes havia chegado a empatar com Lula em simulações de segundo turno. Após o caso, a diferença entre eles chegou a quatro pontos. O atual levantamento, no entanto, sugere uma estagnação do prejuízo eleitoral para o senador.
A pesquisa foi realizada antes da operação da Polícia Federal que mirou Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, suspeito de ter recebido pagamentos de Daniel Vorcaro, do Banco Master. A investigação sobre o caso “Dark Horse” agora pode afetar ambos os lados da disputa.
Lula Busca Capitalizar Benefícios e Flávio Bolsonaro Reage com Promessas
Enquanto Flávio Bolsonaro demonstra estabilidade, o presidente Lula ainda busca capitalizar seu pacote de benefícios, que inclui mais de R$ 140 bilhões em créditos e subsídios. A medida sobre o fim da escala 6×1, uma aposta do governo Lula para ampliar seus pontos, está travada no Senado e pode ficar para depois das eleições.
O Datafolha também testou outros cenários de segundo turno. Contra Ronaldo Caiado, Lula teria 47% contra 41% do ex-governador de Goiás. Em uma disputa contra Romeu Zema, o placar seria de 48% para o presidente e 39% para o ex-governador de Minas Gerais.
Rejeição e Preferências Regionais e Demográficas
Na pesquisa espontânea, Lula lidera com 30%, seguido por Flávio Bolsonaro com 17%. Em relação à rejeição, Flávio Bolsonaro lidera numericamente com 48%, enquanto Lula tem 46%. Ambos estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro.
Flávio Bolsonaro busca atrair eleitores, especialmente mulheres, para melhorar sua imagem no segmento onde Lula tem 52% no segundo turno contra 37% do senador. Lula tem maior apoio entre os mais pobres, menos escolarizados, pretos, homossexuais e bissexuais, com forte desempenho no Nordeste (61%). Flávio Bolsonaro tem melhor desempenho entre os mais ricos, evangélicos e brancos, com 54% no Sul.
A pesquisa também investigou o arrependimento do voto de 2022, com 91% dos que votaram em Lula e 93% dos que votaram em Bolsonaro não se arrependendo de suas escolhas. É importante notar que levantamentos eleitorais servem como termômetro da opinião pública no momento da pesquisa e não como previsões definitivas do resultado final.