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INSS adota WhatsApp para comunicação sobre BPC e reforça combate a golpes

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) implementou uma nova estratégia para se comunicar com os segurados que solicitam o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e necessitam passar por perícia social. Agora, avisos sobre agendamentos serão enviados via WhatsApp, em nome do Governo do Brasil.

Essa iniciativa busca diminuir as faltas em atendimentos agendados, facilitar o acompanhamento dos pedidos e, principalmente, reduzir a fila de espera por benefícios, que é uma das maiores preocupações do governo federal. A meta é zerar essa fila antes das próximas eleições.

Apesar da modernização, o INSS alerta para a importância de verificar a autenticidade das mensagens e desconfiar de tentativas de fraude. A comunicação oficial conta com selos de verificação e não solicita dados pessoais. Conforme informações divulgadas pelo INSS, a medida visa otimizar o processo, mas a atenção do cidadão é fundamental para evitar cair em golpes.

Benefício de Prestação Continuada: O que é e para quem se destina

O BPC é um benefício assistencial destinado a pessoas com 65 anos ou mais, ou a pessoas com deficiência, que pertencem a famílias em situação de vulnerabilidade social. O valor mensal do benefício corresponde a um salário mínimo, sendo um importante suporte para milhares de brasileiros em necessidade.

Como identificar as mensagens oficiais do INSS pelo WhatsApp

Para garantir a segurança dos segurados, as mensagens oficiais do INSS sobre o BPC serão enviadas em nome do Governo do Brasil e trarão informações cruciais como a confirmação do agendamento da avaliação social, incluindo data, hora e local do atendimento. Serão enviados também avisos sobre a proximidade da data agendada e orientações para o comparecimento.

É fundamental que os segurados estejam atentos, pois o texto oficial do INSS nunca pedirá dados pessoais como CPF, endereço ou informações bancárias. Caso receba uma mensagem solicitando esses dados ou pedindo acesso para verificar saldos ou atualizar informações, desconfie imediatamente, pois trata-se de uma tentativa de golpe. O governo federal não realiza cobranças ou solicita pagamentos via WhatsApp.

Uma forma segura de verificar a autenticidade da mensagem é procurar pelo selo azul de conta verificada na conversa do WhatsApp. Além disso, as mesmas informações estarão disponíveis na caixa de mensagens do aplicativo Gov.br, que é a plataforma oficial do governo.

Redução da fila do INSS e outras medidas de otimização

A fila do INSS apresentou uma queda de 30% em maio em comparação com fevereiro, quando ultrapassou a marca de 3 milhões de requerimentos. Atualmente, o número total de pedidos é de 2,191 milhões, sendo que cerca de 30% deles, o equivalente a 657,3 mil, são referentes ao BPC. O órgão considera este o melhor patamar em 17 meses.

Além do envio de mensagens via WhatsApp, o INSS tem adotado outras medidas para agilizar o atendimento. Servidores da área de reabilitação profissional foram remanejados para atuar no atendimento do BPC, o que, temporariamente, paralisa novas convocações para revisão de benefícios. As cerca de 280 mil perícias agendadas para este ano serão realizadas normalmente.

Revisão do BPC e casos de indeferimento

A revisão do BPC é um processo periódico exigido por lei e envolve diferentes fases, dependendo do tipo de benefício. Segurados convocados para a revisão são informados via SMS e notificação no Meu INSS, com um lembrete adicional via WhatsApp sete dias antes do agendamento.

O INSS realiza a reavaliação não apenas em casos de perícia médica, mas também para a reavaliação social, que pode ser comunicada por SMS, Meu INSS e notificação bancária. A reavaliação da deficiência, no caso de perícia médica, ocorre a cada dois anos para beneficiários com até 63 anos, pois a partir dos 65 anos essa reavaliação não é mais obrigatória.

Já a reavaliação de renda e do Cadastro Único pode ser feita para segurados de qualquer idade. O benefício pode ser cortado se o beneficiário não se enquadrar mais nos critérios, como a renda per capita familiar, que deve ser igual ou inferior a um quarto do salário mínimo.

Um exemplo de dificuldade enfrentada por segurados é o caso de Felipe Maximiliano Zuñe Castañeda, que teve seu pedido de BPC para idoso cancelado pelo INSS. Segundo a família, o cancelamento ocorreu sob a justificativa de “desistência do titular”, embora ele negue ter solicitado o cancelamento. O INSS, por sua vez, informou que o benefício foi indeferido por a renda familiar ter ficado acima do permitido, e que o senhor Felipe poderá solicitar um novo BPC 30 dias após o indeferimento, caso atenda aos requisitos.