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Pep Guardiola deixa o Manchester City e abre porta para a Seleção Inglesa, mas prioriza descanso e projetos pessoais.

Pep Guardiola, em sua coletiva antes da última partida pelo Manchester City, surpreendeu ao não descartar a possibilidade de assumir a Seleção Inglesa no futuro. Apesar de anunciar um período sabático longe dos gramados, o treinador espanhol deixou uma brecha para um possível retorno ao futebol em uma função diferente.

A declaração surge em um momento de transição para o técnico, que comandará sua última partida pelo clube inglês neste domingo contra o Aston Villa. A decisão de deixar o Manchester City, mesmo com um ano restante de contrato, foi motivada pela necessidade de um merecido descanso e pela vontade de se dedicar a outros projetos.

Guardiola afirmou que não tem “absolutamente nenhum plano para o futuro” relacionado ao futebol nos próximos anos. Ele enfatizou a necessidade de recuperar o tempo perdido com a família e realizar atividades que foram adiadas durante sua intensa carreira. Essa abertura, no entanto, não representa um ‘não’ definitivo ao mundo da bola, conforme ele mesmo ironizou.

Despedida do Manchester City e planos para o futuro

A despedida de Pep Guardiola do comando técnico do Manchester City marca o fim de uma era vitoriosa. O treinador, que se manterá ligado ao City Football Group como embaixador global, expressou a necessidade de um período de reflexão após 17 anos dedicados ao futebol de alto rendimento em clubes como Barcelona, Bayern de Munique e, por fim, o City.

“Vou descansar e recuperar o tempo que perdi com meus filhos, mesmo que eles já estejam crescidos, além de fazer várias coisas que não consegui fazer e que quero fazer”, declarou Guardiola, segundo o jornal britânico The Guardian. Ele complementou, dizendo que “não penso nem por um segundo em nada relacionado ao futebol pelos próximos anos”.

Possibilidade de comandar a Inglaterra

Questionado diretamente sobre a possibilidade de suceder Thomas Tuchel no comando da Seleção Inglesa, Guardiola demonstrou jogo de cintura. Embora tenha ressaltado a necessidade de descanso, não fechou completamente as portas para essa eventualidade. A ideia de treinar uma seleção nacional parece atrair o técnico, que busca novas experiências após anos de clube.

“Preciso descansar, refletir e olhar para tudo o que vivi nesses 17 ou 18 anos… Depois veremos o que acontece. No passado, não fiz as coisas malucas que agora quero fazer”, acrescentou o treinador, indicando que projetos fora do comum podem surgir.

Defesa do clube e outras despedidas

Em meio à coletiva, Guardiola também comentou as acusações de infrações financeiras que o Manchester City enfrenta. Ele reafirmou sua confiança no clube, declarando: “Eu defendi o clube porque confio neles. Conversei com eles e confiei na forma como se comportaram e no que fizeram”. O técnico destacou que muitos dos jogadores e comissão técnica atuais não estavam no clube durante o período das supostas infrações.

Além de Guardiola, outros nomes importantes também se despedem do Manchester City. Bernardo Silva e John Stones informaram que não renovarão seus contratos, que se encerram em 30 de junho, e buscarão novos desafios em suas carreiras. A partida contra o Aston Villa, portanto, tem um caráter simbólico de despedida para várias figuras importantes do clube.

A equipe, que não tem mais chances de conquistar o título inglês, visto que o Arsenal lidera com vantagem, se prepara para um jogo que, apesar de não definir a competição, marca o encerramento de um ciclo para o técnico e para alguns jogadores.